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OpenAI vai incluir marcas d'água invisíveis em textos do ChatGPT na UE

A OpenAI vai incorporar uma marca d'água invisível chamada textGrain a textos elegíveis do ChatGPT e do Codex na UE para atender às regras de transparência do AI Act.

Redação AIHere· 2 min de leitura🇪🇺 União Europeia
Ilustração de uma página de texto com padrões abstratos discretos escondidos entre as linhas, revelados por uma lupa.
Foto: Euro Pictures / Wikimedia Commons, CC BY 2.0

A OpenAI anunciou em 16 de outubro de 2026 que começará a incorporar uma marca d'água invisível em textos elegíveis produzidos pelo ChatGPT e pelo Codex na União Europeia. A empresa apresentou a mudança como parte de sua conformidade com as obrigações de transparência do AI Act, a lei de inteligência artificial da UE, e afirmou que ela será implantada nas próximas semanas para usuários elegíveis de todos os planos do ChatGPT e do Codex no bloco.

A marcação de textos não será ativada globalmente por padrão no lançamento, informou a OpenAI. Já os clientes da API em qualquer lugar do mundo podem optar por ela para modelos selecionados desde 5 de outubro.

O que a lei exige

O Artigo 50(2) do AI Act obriga os provedores de sistemas de IA generativa a marcar conteúdos sintéticos ou manipulados, inclusive textos, de forma legível por máquina, para que possam ser detectados. A Comissão Europeia afirma que essas medidas devem ser eficazes, interoperáveis, robustas e confiáveis, na medida do tecnicamente possível. As obrigações se aplicam desde 2 de agosto de 2026. A lei não exige marcas d'água especificamente, e a Comissão elaborou um Código de Prática voluntário; sua primeira seção, sobre marcação e detecção, foi assinada por Anthropic, Google, Meta, Microsoft, Mistral e OpenAI.

De acordo com um artigo técnico divulgado pela OpenAI, o textGrain não insere caracteres ocultos nem tokens extras. Em vez disso, durante a geração, o modelo ajusta suas escolhas de palavras usando uma chave secreta e o contexto anterior, deixando um padrão estatístico que um detector pode procurar posteriormente.

Limites claros na detecção

A OpenAI informou que, com uma taxa-alvo de falsos positivos de 1%, seu detector encontrou a marca d'água em cerca de 80% dos trechos de psicologia com 200 tokens e em aproximadamente 95% dos de 400 tokens. Os resultados foram bem mais fracos em matemática, onde a redação é menos flexível. Edições também enfraquecem o sinal: trocar 10% das palavras por sinônimos em trechos de 400 tokens reduziu a detecção de cerca de 92% para 66%, e trocar 25% a levou para cerca de 17%.

Citando o risco de falsos positivos e de marcas não detectadas, a OpenAI limitará inicialmente o detector a pesquisadores aprovados e organizações especializadas. A ferramenta apenas informará se uma marca d'água da OpenAI está presente, sem identificar usuários nem expor prompts e conversas. A empresa ressaltou que a marca é um sinal de proveniência, e não uma prova de autoria: ela não mede a contribuição humana, não comprova a propriedade nem verifica a precisão do conteúdo, e a ausência de marca d'água não significa que uma pessoa escreveu o texto, já que textos curtos, editados, traduzidos ou gerados por terceiros podem escapar da detecção.

A OpenAI planeja lançar o textGrain como código aberto. Para imagens e áudio, a empresa já utiliza as Content Credentials baseadas em C2PA e as marcas d'água SynthID, e afirmou que nenhum método de proveniência é suficiente por si só.

#OpenAI#ChatGPT#EU AI Act#marca d'água#transparência em IA

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