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Anúncio gerado por IA da Advance irrita parlamentares da Coalizão em Victoria

O grupo conservador de pressão Advance lançou uma campanha eleitoral em Victoria baseada em um vídeo gerado por inteligência artificial com premiês trabalhistas, levando parlamentares da Coalizão a alertar que a ação pode lhes custar a maioria.

Redação AIHere· 2 min de leitura
Ilustração de uma urna cercada por telas digitais que exibem silhuetas sintéticas de figuras políticas.
Foto: chee.hong / Wikimedia Commons, CC BY 2.0

A Advance, um grupo de pressão conservador australiano, deveria iniciar em 19 de outubro de 2026 uma campanha em 20 distritos suburbanos e regionais hoje controlados pelo Partido Trabalhista, antes da eleição estadual de Victoria, em novembro. A peça central é um vídeo produzido com inteligência artificial. Vários parlamentares da Coalizão formada pelos partidos Liberal e Nacional afirmam que a iniciativa atrapalha o discurso que eles levam aos eleitores.

O anúncio de 60 segundos mostra o premiê Ben Carroll ao lado de seus antecessores Jacinta Allan e Daniel Andrews, usando versões geradas por IA de suas aparências para encenar uma comemoração trabalhista na noite da eleição que nunca aconteceu. A mensagem é que os eleitores devem colocar o Partido Trabalhista em último lugar, independentemente de em quem votem em primeiro.

Um ensaio para a disputa federal

Em um e-mail enviado a seus associados, o diretor executivo da Advance, Matthew Sheahan, pediu doações para financiar a ofensiva em Victoria, que deve custar cerca de 350 mil dólares. O dinheiro serviria para levar os anúncios aos eleitores dos distritos-alvo por meio de redes sociais, serviços de streaming, outdoors móveis e mídia impressa. Sheahan apresentou a disputa estadual como uma oportunidade de testar a campanha contra o Partido Trabalhista antes de usá-la contra o primeiro-ministro Anthony Albanese na eleição federal, prevista para 2028.

Os candidatos da Coalizão passaram meses argumentando que votar neles é a única forma de tirar o Partido Trabalhista do poder, e parlamentares dizem que a Advance agora transmite aos eleitores uma mensagem diferente. "É bizarro e não ajuda em nada", disse um parlamentar da Coalizão. Um deputado do Partido Liberal acusou o grupo de se importar mais com a campanha federal do que com a instabilidade que pode causar em Victoria.

Vários dos distritos visados também estão sendo disputados pelo One Nation, incluindo o ultra-marginal Pakenham, onde o líder do One Nation em Victoria, Warren Pickering, é candidato, além de Bass, Hastings, Melton e Yan Yean. Fontes do Partido Liberal temem que a campanha possa impulsionar o One Nation em distritos essenciais para o caminho da Coalizão até a maioria no governo.

A Advance reage

Um porta-voz da Advance rejeitou as críticas, afirmando que os parlamentares não compreenderam nem a posição eleitoral deles nem a estratégia do grupo. O porta-voz afirmou que pesquisas públicas e privadas mostram que de 25% a 35% dos eleitores da Coalizão e do One Nation colocariam o Partido Trabalhista à frente um do outro, e que nenhum dos dois partidos conseguiria a maioria sozinho. O analista eleitoral Ben Raue disse que a mensagem não ajuda a Coalizão, mas não surpreende. Um porta-voz da Coalizão reiterou que mudar o governo exige um primeiro voto nos partidos Liberal e Nacional.

O embate evidencia como a mídia sintética que retrata políticos reais está entrando na propaganda eleitoral convencional, levantando novas questões sobre como os eleitores distinguem cenas fabricadas de acontecimentos genuínos.

#IA#eleições#propaganda política#Austrália#deepfakes

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