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OpenAI e Anthropic pedem que parlamentares britânicos aprovem regras vinculantes de segurança em IA

Em audiência parlamentar no Reino Unido realizada em 13 de outubro de 2026, OpenAI e Anthropic afirmaram que compromissos voluntários não bastam, enquanto Google DeepMind e Meta se recusaram a apoiar novas leis.

Redação AIHere· 3 min de leitura🇬🇧 Reino Unido🇺🇸 Estados Unidos
Ilustração de executivos sentados à mesa de um comitê parlamentar sob padrões de circuitos de IA flutuantes.
Foto: Mайкл Гиммельфарб (Mike Gimelfarb) / Wikimedia Commons, Public domain

OpenAI e Anthropic disseram a um comitê de parlamentares britânicos, em 13 de outubro de 2026, que a segurança em IA deve agora se apoiar em lei, e não em promessas voluntárias, enquanto Google DeepMind e Meta se negaram a endossar nova legislação. O Comitê de Negócios, Inovação, Ciência e Comércio, de composição suprapartidária, ouviu quatro desenvolvedoras de IA de fronteira, quatro ex-funcionários que se tornaram denunciantes e altos servidores públicos.

Liam Booth-Smith, chefe da Anthropic para a Europa, afirmou que a empresa defende há tempos que as companhias devem estar sujeitas a obrigações vinculantes. "As regras devem ser vinculantes", disse ao comitê. Tom Duff Gordon, vice-presidente da OpenAI, adotou um tom mais moderado, mas apoiou uma estrutura legal e uma convenção internacional, dizendo que a notificação de incidentes deveria ser o primeiro elemento obrigatório e que depender exclusivamente de compromissos voluntários para riscos de fronteira seria um mau plano de longo prazo.

Já os rivais foram mais cautelosos. Questionado diretamente sobre se apoiava uma estrutura legal, Owen Larter, do Google DeepMind, disse que a empresa se concentraria em padrões. Rob Sherman, da Meta, apontou para os reguladores já existentes no Reino Unido, argumentando que os legisladores não estavam partindo do zero.

Um regime de testes sem poder de fiscalização

Em seguida, autoridades reconheceram o quão pouco o sistema atual obriga. O AI Security Institute (AISI) do Reino Unido avalia modelos de fronteira antes do lançamento apenas quando os desenvolvedores optam por submetê-los. Seu diretor, Henry de Zoete, disse que o instituto depende inteiramente da cooperação de empresas e governos estrangeiros, não certifica modelos e não tem poder para impedir que uma empresa lance um modelo que considere perigoso demais. Cat Little, a principal servidora do Cabinet Office, órgão ao qual o AISI está vinculado, confirmou que o regime é atualmente voluntário.

Os executivos também deixaram claro que o acesso britânico passa, na prática, por Washington. Duff Gordon afirmou que a OpenAI compartilha modelos com o CAISI, equivalente americano do AISI, antes da implantação, e que continuará fazendo o mesmo com o Reino Unido enquanto o governo dos EUA permitir. Booth-Smith disse que a Anthropic chegou a não conseguir dar ao AISI acesso total e irrestrito ao Mythos 5.1, classificando a questão como um assunto do governo americano, embora tenha acrescentado que o instituto agora tem acesso.

Ex-pesquisadores de laboratórios, entre eles Daniel Kokotajlo, Steven Adler e Geoffrey Irving, disseram aos parlamentares que não confiam que o setor se fiscalize sozinho. No mesmo dia, o diretor do MI5, Ken McCallum, usou sua atualização anual de ameaças para destacar o potencial da IA de aumentar o perigo de armas biológicas como o caso de uso indevido que mais o preocupa.

O presidente do comitê, Liam Byrne, disse que a sessão foi planejada para expor a distância entre as posições das empresas e para mostrar que não se pode confiar na autorregulação voluntária. Ele quer que ministros usem a próxima presidência britânica do G20, em conjunto com a Coreia do Sul, que assume a presidência em seguida, para articular uma convenção internacional que não dependa da atual Casa Branca.

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